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FREGUESIA

Freguesia > Caracterização

Orago: Santo Isidoro

População:
1583 residentes

Actividades económicas:
Agricultura, indústria têxtil e transformação de madeira

Festas e Romarias:
Santo Isidoro (2ª Quinzena de Abril)

Património cultural e edificado:
Igreja paroquial, Ponte Medieval do Bairro e Cruz do Paço

Outros locais de interesse turístico:
Boavista

Gastronomia:
Arroz de Forno e vinho verde

Artesanato:
Mantas de Retalho

Colectividades: Centro Cultural Recreativo de Santo Isidoro, Movimento da Juventude e Clube de Pesca de Santo Isidoro

Imagem Ponte

Sobranceira ao rio Tâmega, aí está a Freguesia de Santo Isidoro, por isso mesmo também designada de Riba Tâmega. Ocupa as vertentes dos montes de Santa Cruz, estando delimitada por Toutosa, Sobretâmega, Vila Caíz (Amarante) e pelo rio. Encontra-se a quatro quilómetros da sede do Concelho.

Um hagiotopónimo, Santo Isidoro, presente no nome da Freguesia. Porventura ligado a cultos pagãos muito antigos. Aliás, a topografia confirma a antiguidade do seu povoamento. A sede da paróquia ocupa o cume de um monte de grande declive, rodeado pelo Tâmega e por um ribeiro afluente dele.
Perto do lugar de Bouças, existe o chamado Penedo da Moura, uma grande pedra que parece ter sido uma anta, há muito desmantelada. Em redor, vestígios de povoamento castrejo (Toutosa) e de ocupação romana (Canaveses).

Santo Isidoro teve os privilégios de beetria, raros nas honras do nosso país. Terá sido seu senhor Egas Moniz, o célebre aio de D. Afonso Henriques, que também possuía a beetria de Canaveses e a de Tuías. O título poderá ter derivado do facto de estar senhorialmente anexo a Canaveses.

Uma carta de D. Manuel I, de Julho de 1497, afirma-o claramente: "beetria e vila de Canaveses com as honras e lugares a ela anexos". Alguns autores pensam, no entanto, que este privilégio deImagem capiteis beetria, findado em 1550 por ordem de D. João III (depois da morte de D. Jorge, sobrinho de D. Manuel I), foi sempre pouco mais do que ilusório.

Em 1809, sofreu Santo Isidoro de Riba-Tâmega os efeitos da segunda revolução francesa. Foi no lugar do Paço que decorreu uma sangrenta batalha entre as tropas gaulesas e portuguesas. Nesse local, foi colocada uma cruz sobre dois penedos sobrepostos, em memória do acontecimento.
Do património cultural desta Freguesia, ressalta, inevitávelmente, a Igreja Matriz, um dos melhores exemplares de românico rural do Concelho. Templo pequeno, cujo interior apresenta três altares, uma excelente imagem do Padroeiro, escultura de Teixeira Lopes oferecida em 1898 a Azevedo Maia, o pároco da Freguesia, e um conjunto de frescos de grande beleza com a assinatura "Moraes", provavelmente o autor dos trabalhos.

O exterior da igreja é semelhante aos monumentos deste estilo, linhas sóbrias, bem proporcionadas e muito simples. É constituída por duas partes quadrangulares, a da nave e a da cabeceira. O portal principal apresenta duas ordens de colunas, que sustentam a arcatura, levemente apontada. Sobrepujando a porta, em vez da habitual rosácea, um olho de boi.

Toda a decoração é, aqui, extremamente simples, tanto no exterior como no interior.
A Casa da Boavista, pertencente a uma família de grandes tradições, ostenta no interior um brasão d'armas, num painel de azulejaria. Foi restaurada recentemente e aproveitada para Turismo de Habitação.

A indústria, actualmente, é a actividade mais importante desta Freguesia, ocupando 57% da sua população activa. Viviam aqui, segundo dados de 1991,1474 habitantes, número esse que passou para 1583 no ano de 2001. O Centro Cultural, Recreativo e Folclórico de Santo Isidoro é a única associação em funcionamento nesta Freguesia.