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Artesanato

 

Apresentando uma traça duriense, o artesanato Marcoense emerge, contudo, com características singulares e distintivas que revelam a especificidade identitária do concelho do Marco de Canaveses, marcado pelo trabalho agrícola e doméstico. Os utensílios fabricados eram para uso agrícola, para ocupação dos tempos livres das mulheres ou para decoração dos lares.

 

Os chapéus de palha, o expoente máximo do artesanato concelhio, circunscreve-se à freguesia de Vila Boa de Quires e Maureles. Sendo uma indústria de cariz marcadamente caseiro e familiar as nossas artesãs distinguem-se pela impressionante rapidez e perfeição com que executam o curioso entrelaçar de palhas. A técnica usada na feitura destes tradicionais chapéus é de tal forma peculiar que se torna digna de destaque. Eles são feitos pelo entrançamento das palhinhas, formando com elas uma trança estreita, geralmente de 10 a 25 mm o com um comprimento normal de 20 metros. É no entrelaçar das palhas que está a arte, destreza e o curioso e típico deste trabalho. Em função do tipo de trança usa-se uma nomenclatura de classificação curiosa: \"Travessão\", \"Grosso\", \"Grosso Descontado\", \"Do Meio\" e \"Fino\". O Chapéu de Travessão, por exemplo, é um chapéu de aba larga e é usado pelas mulheres. É feito de palha grossa e leva \"bicos\" à volta, isto é, a aba é adornada com tranças de bico (4 palhas). Distinguem-se ainda pelo seu formato, adquirindo nomes que vão desde o natural ao bizarro. Assim temos o modelo clássico que os camponeses de ambos os sexos usam, que é o \"comprido\" ou \"à lavrador\", ou ainda o \"de arrebita\" que é um modelo masculino mas para criança. Claro que um modelo poderá ter algumas variantes, e entre os nossos agricultores aparece gente \"mais afidalgada\" que usa chapéus de copa e abas redondas, especialmente as mulheres, algumas até com fitas de seda, em cor, à volta da base da copa, e pendentes para trás.

 

Os trabalhos em granito são a forma de arte tradicional da freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão. O aparecimento e desenvolvimento desta arte justifica-se por esta ser uma zona onde a exploração de pedreiras e a extração e comercialização do granito serem a principal base de subsistência do baixo concelho.

A cestaria e a tanoaria faz-se um pouco por todo o concelho e os artefactos resultantes desta arte servem para os trabalhos agrícolas e domésticos.

As rendas e os bordados, a azulejaria e as miniaturas em madeira surgem como ocupação dos tempos livres e decoração das habitações familiares.

O artesanato concelhio pode ser adquirido na Loja do Artesão, na Casa de Produtos Tradicionais e Posto de Turismo de Bitetos (cais de Bitetos), no Centro de Promoção de Produtos Locais/Loja Dolmen e na Loja Interativa de Turismo do Marco de Canaveses (ambas na Alam. Dr. Miranda da Rocha).